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Mediunidade e nosso cotidiano

Atualizado: 2 de Set de 2018

Por Ilda Lima


A mediunidade é mais uma forma de sentir a vida, assim como acontece com a

capacidade do ser humano de captar a realidade ao seu redor através dos tradicionais cinco

sentidos (visão, olfato, audição, tato e paladar). Por ser um sexto sentido inerente ao homem, não depende de sua vontade e não está vinculado a uma religião.


Em linhas gerais, mediunidade nada mais é do que a capacidade de se comunicar com os espíritos. E essa comunicação é bem mais frequente do que se possa imaginar. Em “O Livro dos Espíritos”, Allan Kardec deixa isso claro na pergunta 459: “os espíritos interferem no nosso dia a dia?”. A resposta é direta: “Muito mais do que imaginais”.

Como isso acontece? Somos espíritos interexistentes, isto é, estamos em contato

permanente com o mundo material e com o mundo espiritual através da nossa mente e dos

nossos pensamentos. Esta sintonia é tão intensa que às vezes parece até que todos os nossos pensamentos pertencem a nós, mesmo que muitas vezes sejam conflitantes com nosso modo de ser. Não raro refletimos pensamentos que são de espíritos próximos de nós.


Além disso, estudos mostram que as mentes das pessoas conversam entre si sem perceberem e que quem está mais próximo de nós tem maior influência e impacto na nossa vida. Surge então a questão da qualidade desta influência. Ela é boa ou é ruim? Vai

depender da sintonia que se estabelece entre nós e os espíritos. Nossa casa mental se parece com a nossa casa material: precisa de cuidados de higiene, limpeza, ordem, proteção. Se estamos com propósitos construtivos, com o coração sintonizado no bem ou em oração, teremos a companhia de espíritos protetores, que nos intuem e inspiram nas tarefas do dia a dia.


Por outro lado, se estamos com sentimentos menos nobres, são maiores as possibilidades de recebermos a influência de pensamentos de espíritos de pouca evolução.

Mas como diferenciar entre o que é nosso e o que é pensamento de outros espíritos?

A saída é assumirmos o antigo conselho dos mais sábios: “conhece-te a ti mesmo”. Quem

somos verdadeiramente? Quais são nossos objetivos? Onde precisamos melhorar? Um bom caminho a seguir é aprender a “ouvir” os pensamentos que rodeiam nossa mente. À medida que vamos nos conhecendo, conseguiremos distinguir entre o que é nosso e o que não é nosso. Ao fazermos isso, estamos colocando em prática o “Vigiai e Orai”, que Jesus nos ensinou.


Mantendo-nos conscientes da faculdade de comunicação com seres que estão em

outra dimensão e mesmo com pessoas que estão próximas ou longe de nós, através dos

pensamentos, podemos nos tornar mais atentos e responsáveis diante das propostas de

evolução do ser eterno. Também podemos influenciar positivamente os nossos mais próximos.

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